
Bons Ventos. Não... Talvez uma leve brisa que mal toque nossos cabelos, mas já é um começo.
O mundo assistiu admirado a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos, na primeira terça-feira de novembro do corrente ano, de proibir o uso de cruxifixos nas salas de aula. A Itália, onde o conservadorismo católico, disfarçado de argumento cultural, é ainda desculpa para impor opiniões anacrônicas acerca do método de doutrinação (onde deveria ser “educação”) das crianças do mundo todo, reagiu indignada. O Padre Frederico Lombardi, porta-voz do Vaticano afirmou ser “errado e uma miupia tentar excluí-lo (o crucifixo) do mundo da educação”, acrescentando um novo sinônimo à palavra educação: imposição.
O ex-Ministro da Cultura da Itália, Rocco Buttiglione, figurinha carimbada dos defensores do catolicismo, taxou a decisão de “abominável”, mostrando ao mundo que o pensamento cristão é, para a maioria de seus defensores, algo intocável que, mesmo com o andar da carroagem da modernidade, não deve ser jamais questionado e ser aceito como cláusula pétrea de uma lei “divina”. Ainda bem que as leis "terrenas" e a defesa dos direitos dos cidadãos não mais permitam que os abençoados filhos de cristo nos queimem vivos em praça pública.
Há de ser lembrado que a presença de crucifíxos nas escolas da Itália é uma herança fascista dos anos vinte, assinada pelo próprio Duce Benito Mussolini. É, o mundo católico tem um histórico de bons relacionamentos...
Claro que a decisão poderá ser revertida. As ovelhas do Papa Panzer XVI já recorreram judicialmente, na tentativa de barrar a nova ordem e de garantir que a religião continue por muito tempo a influenciar e decidir a vida das pessoas, pois do contrário, se o número de adeptos diminuir, diminuem as ofertas, a arrecadação e a influência católica nas decisões "paralelas" do poder, se é que me entendem.
Acho, particularmente, que a decisão será revertida, baseando-me no caráter conservador da maioria dos juristas europeus, mas o que me entusiasma é a pequena fagulha que se acende em direção de uma nova cultura laica para os povos democráticos do mundo todo. Já estava mais do que na hora de alguém bater de frente com a arrogância católica.
A crença e o desejo de seguir (ou não) uma religião deve ser algo pessoal e nunca uma imposição, e o desejo dos católicos retrógrados em manter os crucifixos nas salas de aula vai de encontro à liberdade que cada indivíduo possui de escolher o seu credo ou a sua descrença, pois utiliza-se da tenra idade dos educandos para “marterlar” no inconsciente dos infantes o cristianismo católico. É o terrorismo psicológico disfarçado de “amor ao próximo”, pois sabemos que o cristianismo defende-se muito pela imposição pelo medo. Medo do inferno, medo do castigo divino, medo de não alcançar alguma graça, o que faz com que este dogma religioso perpetue-se a séculos.
Pode não ser muita coisa, mas como já coloquei anteriormente, é um começo e espero, otimista, que sigam-se os exemplos, principalmente aqui em nosso país, onde a diversidade religiosa é maior do que a da Europa. Há de se ter respeito, nos órgãos públicos, para com aqueles que não compactuam com o modo cristão de entender (e de oprimir, psicologicamente falando) o mundo.
O mundo assistiu admirado a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos, na primeira terça-feira de novembro do corrente ano, de proibir o uso de cruxifixos nas salas de aula. A Itália, onde o conservadorismo católico, disfarçado de argumento cultural, é ainda desculpa para impor opiniões anacrônicas acerca do método de doutrinação (onde deveria ser “educação”) das crianças do mundo todo, reagiu indignada. O Padre Frederico Lombardi, porta-voz do Vaticano afirmou ser “errado e uma miupia tentar excluí-lo (o crucifixo) do mundo da educação”, acrescentando um novo sinônimo à palavra educação: imposição.
O ex-Ministro da Cultura da Itália, Rocco Buttiglione, figurinha carimbada dos defensores do catolicismo, taxou a decisão de “abominável”, mostrando ao mundo que o pensamento cristão é, para a maioria de seus defensores, algo intocável que, mesmo com o andar da carroagem da modernidade, não deve ser jamais questionado e ser aceito como cláusula pétrea de uma lei “divina”. Ainda bem que as leis "terrenas" e a defesa dos direitos dos cidadãos não mais permitam que os abençoados filhos de cristo nos queimem vivos em praça pública.
Há de ser lembrado que a presença de crucifíxos nas escolas da Itália é uma herança fascista dos anos vinte, assinada pelo próprio Duce Benito Mussolini. É, o mundo católico tem um histórico de bons relacionamentos...
Claro que a decisão poderá ser revertida. As ovelhas do Papa Panzer XVI já recorreram judicialmente, na tentativa de barrar a nova ordem e de garantir que a religião continue por muito tempo a influenciar e decidir a vida das pessoas, pois do contrário, se o número de adeptos diminuir, diminuem as ofertas, a arrecadação e a influência católica nas decisões "paralelas" do poder, se é que me entendem.
Acho, particularmente, que a decisão será revertida, baseando-me no caráter conservador da maioria dos juristas europeus, mas o que me entusiasma é a pequena fagulha que se acende em direção de uma nova cultura laica para os povos democráticos do mundo todo. Já estava mais do que na hora de alguém bater de frente com a arrogância católica.
A crença e o desejo de seguir (ou não) uma religião deve ser algo pessoal e nunca uma imposição, e o desejo dos católicos retrógrados em manter os crucifixos nas salas de aula vai de encontro à liberdade que cada indivíduo possui de escolher o seu credo ou a sua descrença, pois utiliza-se da tenra idade dos educandos para “marterlar” no inconsciente dos infantes o cristianismo católico. É o terrorismo psicológico disfarçado de “amor ao próximo”, pois sabemos que o cristianismo defende-se muito pela imposição pelo medo. Medo do inferno, medo do castigo divino, medo de não alcançar alguma graça, o que faz com que este dogma religioso perpetue-se a séculos.
Pode não ser muita coisa, mas como já coloquei anteriormente, é um começo e espero, otimista, que sigam-se os exemplos, principalmente aqui em nosso país, onde a diversidade religiosa é maior do que a da Europa. Há de se ter respeito, nos órgãos públicos, para com aqueles que não compactuam com o modo cristão de entender (e de oprimir, psicologicamente falando) o mundo.
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